A criação do MCTIC – ministério da ciência, tecnologia, inovação e comunicações gerou descontentamento de algumas classes, como os pesquisadores científicos, por exemplo.

A alegação é de que ciência e tecnologia demandam cuidados e conhecimentos diferentes dos exigidos para a pasta das comunicações. Enquanto Ciência, tecnologia e inovação tratam de pesquisas que variam da área da saúde até espacial, as comunicações envolvem trato com operadoras e assuntos como radiofrequência, por exemplo.

Nas comunicações o ideal é que se estimule o investimento da iniciativa privada que em contrapartida lucra com a prestação de serviços. Nas ciências é necessário que o Estado seja um grande investidor, pois só com investimento em tecnologia e pesquisas que o Brasil poderá deixar de depender de commodities como principal fonte de divisas.

Na minha opinião, o maior problema vai ser enfrentar a falta de recursos federais e até mesmo privados para essas áreas. Não posso falar com propriedade sobre o âmbito da ciência e tecnologia, mas o setor de comunicações, especialmente o setor de internet, demanda investimentos compartilhados entre operadoras, provedores regionais e prefeituras, além do governo federal. A tecnologia é essencial para o desenvolvimento do país, e não apenas no âmbito econômico, mas também social e intelectual.

Outra necessidade que não se aplica apenas às comunicações, mas a todas as relações sociais, empresariais, governamentais, etc. é o respeito às leis e aplicação da ética, enquanto o interesse de poucos prevalecer, todas as camadas da sociedade continuarão perdendo e o pais não deixará de ser a promessa que vem sendo há décadas.

Por: Carina Bitencourt